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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Folclore do Nordeste Brasileiro

 palavra folclore (folk-lore) foi criada pelo arqueólogo inglês William John Thoms. Ele usou o vocábulo no dia 22 de agosto de 1846, pela primeira vez, em uma carta publicada no jornal The Athenaeum de Londres. Através da referida denominação, Thoms pretendeu englobar os estudos que vinham sendo chamados de Antiguidades Populares, Tradições Populares e Literatura Popular, e que possuíam, como principais características, a popularidade, a oralidade, o anonimato e a antiguidade.

Com o passar dos anos, o domínio do folk-lore foi se ampliando. Atualmente, o conceito compreende o estudo da cultura espontânea da sociedade, ou seja, tudo aquilo que as pessoas dizem, sentem e fazem. O folclore se tornou uma ciência sócio-cultural, por assim dizer. Tal ciência objetiva dar conta dos mitos, superstições, contos, fábulas, poesias populares,provérbios, culinária, arte, literatura popular, música, jogos e brincadeiras infantis, danças, entre tantos outros, ainda que seus elementos não sejam mais anônimos e/ou orais (como, por exemplo, a literatura de cordel).

Independentemente do grau de civilização, de cultura, de capacidade, de ingenuidade, ou até mesmo de barbárie, todas as sociedades desenvolvem hábitos e costumes próprios acerca do mundo e das coisas, ou, em outras palavras, possuem uma alma coletiva, algum tipo de sabedoria popular. Essa alma, projetada nas manifestações culturais, é um elo de ligação entre o microcosmo e o macrocosmo, exprimindo tanto as especificidades individuais quanto o material herdado pelo indivíduo através de sua família, de sua prole, de seu bando, de sua sociedade. Neste sentido, engloba aspectos psíquicos, históricos e antropológicos.

No Brasil, os estudos sobre folclore só atingiram um nível científico em 1913, quando o lingüista e historiador João Ribeiro realizou o Curso de Folclorena Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. O folclore passou a representar, inclusive, uma área de suma relevância da antropologia cultural e, o dia 22 de agosto, mediante um decreto de 1965, foi instituído como o Dia do Folclore.

Nordeste brasileiro - região produtora de açúcar, por excelência - não sofreu a influência marcante de outras culturas (salvo a portuguesa e a africana) como os estados do Sul e Sudeste do País. Tampouco os holandeses deixaram marcas profundas na região. Os nordestinos criaram hábitos e costumes sui generis, fruto da miscigenação de três populações: a européia (os portugueses), a africana (os escravos) e a ameríndia (os nativos locais). Essas três raças geraram a população nordestina e todas as suas raízes culturais.

É comum a associação de praias, jangadas, pescadores, coqueiros,cangaço, e/ou carros-de-boi ao Nordeste. O folclore regional, por sua vez, é muito rico e abrangente, incluindo, entre outros elementos, o artesanato, assuperstições e crendices, a linguagem popular, a literatura de cordel, os cultos, os folguedos populares, a culinária, os brinquedos populares, as artes e técnicas, as festas tradicionais, as adivinhações, os pregões e os remédios populares.

Em se tratando de festas populares, no carnaval de Pernambuco podem ser apreciados os maracatuscaboclinhospastorisà la ursasclubes de frevo, entre outros elementos. O pastoril, um dos importantes folguedos nordestinos, é representado no período de 23 de dezembro a 6 de janeiro, e consta de bailados, danças, cantos, diálogos, recitativos (em louvor ao nascimento de Jesus), por parte de duas alas: as pastoras do cordão azul e as do cordão encarnado. Elas dançam e cantam:

Boa-noite, meus senhores todos,
Boa-noite, senhoras também;
Somos pastoras
Pastorinhas belas
Que alegremente
Vamos a Belém...


Tudo indica que o pastoril foi introduzido no século XVI por padres portugueses. Antigamente, ele era representado apenas junto das igrejas, com o objetivo de entreter aqueles que aguardavam a missa do galo. Hoje, pode-se apreciá-lo em praças públicas e palcos, onde as pastorinhas dançam, geralmente, ao som de um conjunto de pau-e-corda. Mas, em alguns Estadosnordestinos, o acompanhamento inclui sanfonas e violões, além de um conjunto de sopro e percussão.

O maracatu é um outro folguedo nordestino, criado pelos negros que buscavam manter o rigor da nobreza, os símbolos do poder e os acessórios de uma realeza européia. Para tanto, associaram a força agregadora da unidade social e os preceitos religiosos. No Recife, a organização e o estabelecimento da prática do Reinado do Congo ocorreu em 1674, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Lá, foram realizadas eleições entre os escravos, a fim de escolher quem seria o rei e a rainha.

O maracatu, portanto, representa uma oportunidade de reviver momentos das relações de poder entre senhores e escravos. Nele, o complexo religioso do Xangô também se faz presente. Os grupos levam estandartes exuberantes, bordados com fios dourados sobre veludo e cetim, a nobreza com as suas coroas, espadas, cetros, capas, as damas da corte levando calungas, todos ao som de um conjunto de instrumentos de percussão. Somente a partir da abolição da escravatura, o maracatu passou a fazer parte do ciclo carnavalesco, resumindo-se ao desfile da corte real negra e obedecendo ao estilo das procissões católicas.

Apesar de serem tratados como pertencentes à "segunda categoria", vale destacar a beleza dos maracatus rurais, uma outra apresentação folclórica do carnaval oriunda dos municípios da zona canavieira de Pernambuco. Seus principais personagens são os lanceiros (ou caboclos de lança), os tuxaus, as baianas, um tirador de loas e a orquestra.

Os Caboclinhos, Cabocolinhos, ou Caboclos, representam um folguedo de origem indígena que se apresenta, durante a festa carnavalesca, nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará. São uma espécie de reisado com bailados mímicos. Tem sua origem em danças executadas por crianças e adolescentes tupinambás do sexo masculino. Foi através desses bailados e brincadeiras que os missionários, no século XVI, conseguiram ganhar a confiança dos índios e, em especial, dos mais jovens. O fato está registrado no livro "Tratado da terra e gente do Brasil", escrito em 1584 pelo padre Fernão Cardim.

Como caboclinhos (filhos de caboclos ou descendentes de índios) participam meninos de 10 a 15 anos de idade. Eles usam tangas, cocares, braceletes de penas de peru, brincos (feitos de conchas, dentes ou sementes), colares, machadinha, arco-e-flecha, cocares de penas e pintam o corpo com ocre. O grupo possui, no máximo, vinte integrantes. Em som ritmado, todos acionam seus arcos-e-flechas de madeira e dançam ao som de instrumentos indígenas: maracás, reco-recos e pífanos. Quem comanda o grupo é o "caboclo velho", um adulto que é considerado o rei ou o mestre.

Os caboclinhos do Rio Grande do Norte, em particular, são bem diferentes: não usam penas em seu vestuário, seu bailado possui maior vibração e alegria, não utilizam o arco-e-flecha como instrumento de guerra, mas para dar ritmo às danças, e não restringem suas apresentações ao período de carnaval.

bumba-meu-boi é uma das representações folclóricas mais importantes do Nordeste. Esse espetáculo deve ter sido introduzido, também, no século XVI, no período do ciclo econômico do gado. Segundo os estudiosos, apesar de não possuir uma origem africana, o bumba é um espetáculo de negros, onde eles se apresentam conformados com a sua inferioridade social e transformam a sua dor em comicidade.

A estória é bem simples: um certo homem branco, dono de um boi, vê um homem negro roubar-lhe o animal, com o objetivo de retirar sua língua. Por qual razão? Porque a sua esposa, que está grávida, deseja comer língua de boi. O boi morre ao ter sua língua retirada. Acontece que esse era o boi predileto do patrão. Então, um pajé tenta ressuscitar o animal morto.

Um aspecto a ser observado no bumba diz respeito à ausência de personagens do sexo feminino e à inferioridade com que a mulher é tratada: todas as figurantes são interpretadas por travestis. A única exceção é a pastorinha, representada por uma menina ou adolescente (porém, jamais uma mulher). No Maranhão, o folguedo se apresenta muito rico.

Além de certas modificações em sua coreografia, o folguedo possui nomes distintos nos estados: Boi-Calemba, no Rio Grande do Norte; Boi Surubi, no Ceará; Rancho-de-Boi, na Bahia; Bumba-meu-Boi em Pernambuco e Alagoas; eCavalo-Marinho, na Paraíba.

Em Alagoas, por exemplo, percebe-se uma abertura de porta, como nos demais reisados, e um desfile de animais e personagens que dançam ao som da música característica cantada pelo coro. O primeiro a aparecer é a Burrinha e ela vem seguida do Cavalo-Marinho - uma armação como a do boi, porém comportando uma cabeça de cavalo pintada. Os outros personagens surgem sempre a dançar, tentando espantar os Mateus e a Catirina, bem como amedrontar as crianças ingênuas. Pode-se observar no espetáculo o Mané do Rosário, o Pantasma (Fantasma), o Morto-e-Vivo, o Foiará (Folharal), a Margarida, o Mandú, o Jaraguá, as Caiporinhas, as Sereias e o Pastor, a Sinhá Felipa - homem vestido de mulher com máscara - o Lobisomem, o Cego, o Doutor, entre outros. Uma das variações do Bumba-meu-boi é o Boi-Bumbá, representado no Amazonas.

No tocante às danças folclóricas, destaca-se o coco de roda: uma dança mestiça surgida em Alagoas, nos tempos coloniais, onde se misturam dois tipos de escravos: africanos e índios. O ritmo é dado por zabumbas, pandeiros e tamborins, mas as mãos representam o mais importante instrumento musical. O coco de roda era a dança preferida pelos cangaceiros de Lampião. Por isso, ainda se ouve cantar no Nordeste:

É Lampe, é Lampe, é Lampe,
é Lampe, é Lampe, é Lampião,
seu nome é Virgulino e
o apelido é Lampião.


Da mesma forma que o coco de roda, o reisado remonta ao período do Brasil-Colônia, ocorrendo nas festas de Natal e Reis. Seus personagens interpretam os próprios continuadores dos Reis Magos, vindos do Oriente para visitar o Deus Menino. Alguns figurantes do reisado são encontrados, também, no espetáculo do bumba-meu-boi: Mateus, o rei, a rainha, o mestre e o contramestre, o governador, o palhaço, o índio Peri, a sereia, entre outros.

No estado de Alagoas, os componentes dos reisados se apresentam com chapéus ricamente bordados e enfeitados com estrelas, fitas douradas e pequenos espelhos, que funcionam como amuletos para espantar os maus olhados, voltando-se contra quem os desejou. A coreografia é bem simples: os integrantes entabulam galopes, gingados e corrupios, pelas ruas e praças das cidades, enquanto os músicos tocam sanfonas, pandeiros, tambores e zabumbas.

Representando ao mesmo tempo uma dança e uma espécie de luta, acapoeira surgiu no Nordeste, trazida pelos escravos africanos. Difundiu-se muito depressa em Salvador, e um pouco no Recife e no Rio de Janeiro. A capoeira é dançada ao som do pandeiro, de cantos, do ritmo de palmas, e especialmente do berimbau.

Originário da África, esse instrumento compõe-se de um arco de madeira, com cerca de um metro e meio de comprimento, uma corda de metal, feita de arame, uma caixa de ressonância - uma cabaça cortada e amarrada com cordão -, uma cestinha contendo sementes de caxixi, uma vara pequena de madeira para percutir a corda, e uma moeda pesada. Feito um semicírculo, duas pessoas entram na roda e começam a lutar através de gingas, meneios de corpo, rasteiras, golpes e contragolpes rápidos. Há que se ter cuidado, no entanto: alguns golpes de capoeira podem levar à morte.

Dentre as principais festas e músicas folclóricas nordestinas, destaca-se a festa de São João ou o chamado ciclo junino. Nessa época do ano, dança-se bastante o forró, uma dança de pares cuja música foi consagrada pela saudosa dupla de compositores Luiz Gonzaga/José Dantas. Durante as festividades, as pessoas costumam se vestir com tecidos bastante coloridos, as chamadas roupas de matuto: as mulheres, vestindo saias largas, cheias de babados, calçadas com sapatos e meias, enfeitadas com grandes tranças no cabelo que terminam com laços de fita e, por cima, um chapéu de palha; e, os homens, vestindo calças remendadas, camisas coloridas, todos eles enfeitados com bigodes e cavanhaques pintados a carvão, carregando um cachimbo na boca, e também com um chapéu de palha na cabeça.

Essa festa ocorre na véspera do dia 24 de junho, ou seja, inicia-se no princípio da noite do dia 23. Durante o ciclo junino, as ruas são enfeitadas com bandeirinhas coloridas (coladas em uma linha e presas nos postes), faz-se os "casamentos de roça" e dança-se a quadrilha (uma animada dança de pares). Acende-se ainda uma fogueira, e todos comem comidas à base de milho (canjica, pamonha, munguzá) e/ou massa de mandioca (bolo Souza Leão, bolo pé-de-moleque), solta-se fogos e balões.

Sob o som constante do forró, o chefe da quadrilha dá os comandos principais da dança e os pares obedecem. É comum ver as pessoas assando milho verde nas fogueiras. Pouco depois de acabado o São João é comemorado o São Pedro, no dia 29 de junho. Durante todo o mês de junho realizam-se festejos nas cidades de Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco).

De origem européia, o carnaval, sem dúvida alguma, representa a maior festa nordestina. Ao som do frevo, os blocos carnavalescos desfilam pelas ruas. No Rio de Janeiro e em São Paulo, onde as famosas escolas de samba se apresentam, não se ouve tocar e dançar o frevo: o samba é a música típica do carnaval.

Nas capitais e outras cidades do Nordeste do Brasil, nos últimos anos, comemora-se ainda o carnaval fora de época.

O cangaço e os cangaceiros - representados por LampiãoMaria Bonita(sua esposa), Silvino, Cabeleira, e outros - transformaram-se em temas e figuras folclóricas de destaque, presentes na música, no vestuário e no artesanato.

Nordeste possui uma culinária rica e variada. Destacam-se os seguintes pratos: peixada, sirizada, quiabada, muqueca de peixe, pirão de peixe, casquinho de caranguejo, buchada, galinha de cabidela, entre outros. São tradicionais: o cavaquinho, o rolete de cana, a pipoca, o caldo de cana, a rapadura, o raspa-raspa, a umbuzada, o algodão doce, o queijo manteiga. Acozinha baiana merece destaque. Nas ruas de Salvador, negras vestidas de baianas vendem acarajés fritos no azeite de dendê e abarás.

cozinha pernambucana também é deliciosa. Destacam-se nela: rabada, buchada, dobradinha, galinha à cabidela, quitutes à base de milho (canjica, pamonha, bolo de milho, munguzá, milho cozido e milho assado), compotas de frutas, sucos variados, tapiocas de coco e tapiocas molhadas (embrulhadas em folhas de bananeira), entre tantos outros. No Maranhão, alguns de seus pratos típicos são o arroz-de-cuxá, as frigideiras de camarão, os doces de buriti, bacuri, cupuaçu e murici. No Piauí, encontram-se: os peixes fritos em óleo de babaçu, a paçoca (feita de carne-de-sol assada, socada no pilão com farinha e cebolinha branca), e a cafofa (frito de tripas de criação). Já em Alagoas, além de inúmeras iguarias, pode-se apreciar o feijão de coco e a papa de feijão.

artesanato nordestino é muito bonito e diversificado. Na região são produzidos diversos tipos de cerâmica (utilitária, decorativa e lúdica); redes e rendas; cestarias; xilogravuras; talhas e esculturas em madeira; trabalhos feitos em couro, pedras, mariscos, chifres, sementes, grãos, fibras, entre tantos outros.

Cabe registrar que a arte de fazer rendas é uma herança que o europeu deixou no Brasil. As noivas costumavam encomendá-las para o enxoval e, os padres, para os seus paramentos. Os pontos das rendas podem ser: carocinho de arroz, meia-lua, flor de goiabeira, traça, caracol, margarida, bico de pato. Como a confecção de rendas é uma atividade corrente no Nordeste, a mulher rendeira passou também a ser uma figura típica da região.

No folclore nordestino encontram-se presentes os poetas e trovadores. Mediante a proliferação das oficinas tipográficas, a famosa literatura de cordel (os folhetos populares), com as suas capas ilustradas com xilogravuras, é colocada à disposição do público.

Há que se destacar alguns importantes poetas populares: Catulo da Paixão Cearense (conhecido no País e no exterior), Leandro Gomes de Barros (um dos principais expoentes da arte cordelística brasileira), Antônio Gonçalves da Silva (apelidado Patativa do Assaré, que nasceu e viveu no município de Assaré, no Ceará), o pernambucano José Saturnino dos Santos (conhecido como Andorinha), os paraibanos Sebastião Marinho, Pedro Bandeira ("O Príncipe dos Poetas do Nordeste") e Zé Limeira (este último, de Taperoá), entre inúmeros talentosos profetas do verso e da viola.

Segue abaixo um exemplo dos versos desses poetas.

Do cordel para o repente
É diferente o traçado
Porque o cordel é escrito
E o repente é improvisado
O cordel tem de ser lido
E o repente cantado.
(Andorinha)
Repentista respeitado
Narra, canta e profetiza
Gera mito, cria lei
Forma lenda e faz pesquisa
Cantador faz tudo isso
Inda canta e improvisa.
(Sebastião Marinho)
O nordestino é quem bota
Esse São Paulo pra frente
Fez de Maluf prefeito
De Itamar presidente
Inda tem cabra safado
Que marginaliza a gente.
Vamos chegar a 2000
Com muitos descamisados
Na farsa dos presidentes
Na gula dos deputados
Nosso Brasil inda vive
De pés e mãos amarrados.
(Pedro Bandeira)


Cabe dizer, finalmente, que as distintas manifestações e elementos culturais tanto podem ser conservados em seu formato original, mantendo-se inalterados através do tempo, quanto podem ser modificados, renovados ou mesmo abandonados, por vezes desaparecendo para sempre.

Do acervo popular que representa o folclore fazem parte: os amoladores de tesouras e de facas, que anunciam os seus serviços pelas ruas; os vendedores de algodão-doce, cavaquinho, japonês, vassouras, cuscuz, colheres-de-pau; a culinária, o artesanato, os cantadores de viola, os maracatus, reisados e pastoris, enfim, tudo e todos que, sem qualquer intencionalidade, continuam mantendo os hábitos e costumes do Nordeste, preservando e enriquecendo a cultura popular dessa região do Brasil.

Reportagem Investigativa: A Herbalife e o mito do Marketing Multinível


Muitos meses atrás, eu escrevi uma reportagem investigativa sobre uma empresa gaúcha chamada Fábrica dos Milionários. Não foi bem uma reportagem no sentido literal da palavra: Logo de cara, era completamente óbvio para qualquer ser humano com um cérebro funcional, que toda a idéia da Fábrica era uma completa furada.
Mas daí vieram os comentários. Gente defendendo, gente criticando, gente dizendo que a merda era muito mais fedida do que aparentava etc. Só que no meio dos comentários, eu vi aparecer hora ou outra gente que dizia algo como: “a Fábrica é uma bosta mesmo, não dá pra ganhar dinheiro nenhum. Bom mesmo é o dinheirofácilonline.com que funciona como Marketing Multinível e, aí sim, todo mundo ganha”.
Claro que depois disso vinha o óbvio “acesse aqui minha página pessoal e saiba como ganhar muita grana!”.
Percebi, então, que nas 6 páginas de texto da reportagem da fábrica eu devia ter esquecido de dizer algo importante. Ou então como o texto é grande, muita gente nem sequer leu.
Por isso, resolvi escrever esta outra reportagem. Desta vez, a vítima não vai ser essa ou aquela empresa em especial, mas sim de toda a idéia absurda do Marketing Multinível. De uma vez por todas, vamos ver se colocamos uma pedra em cima dessa idéia retardada de que dá pra ganhar dinheiro honesto fácil sem sacanear com meio mundo de gente.
No entanto, para facilitar a compreensão, usarei como exemplo uma empresa que é referência mundial em dimensão e inutilidade do seu projeto de Marketing Multinível. Se você não sacou de quem eu estou falando, tenho o enorme prazer de te apresentar a gigantesca aberração chamada Herbalife.

Perca peso agora!!! Pergunte-me como!!!!

Antes de ser um império colossal presente nos cinco continentes, a empresa conhecida como Herbalife começou na década de 80 como um negócio solitário de um homem e sua kombi. O fundador da companhia, Mark Hudgens saía de casa em casa vendendo um remédio de emagrecimento que tinha propriedades mágicas e fazia as pessoas perder peso como se tivessem parado de comer.
O pessoal era meio ingênuo na década de 80.
O remédio fez tanto sucesso que Mark não conseguia dar conta da quantidade de clientes e resolveu utilizar a técnica do maketing multinível (MMN) para atender a sua clientela crescente. A idéia era bem simples: Mark terceirizava a venda do seu remédio mágico para outros vendedores ao custo de uma pequena comissão para cada venda efetuada por eles.
Caso eles também quisessem terceirizar, ficando apenas como “consultores”, eles comprariam o remédio de Mark e repassaria para seus vendedores, com um lucro embutido, claro. Apesar de Mark não ter inventado a idéia de MMN, ele simplesmente aproveitou a demanda insana pelo seu remédio milagroso para ganhar rios de dinheiro e espalhar o seu produto pelos quatro cantos do Estados Unidos.
Todo mundo estava emagrecendo, todo mundo estava ganhando dinheiro, todo mundo estava feliz.
Isso até o dia que Ministério da Saúde Americano (a FAA) resolveu proibir a venda do remédio milagroso da Herbalife, pois descobriu que ele tinha como ingrediente principal um composto químico chamado Efedrina.
Longe de serem apenas bolinhas inofensivas.
Para você, caro leitor, que não teve uma adolescência devassa, perdida feito a minha e nunca ouviu falar em Efedrina, vamos dizer simplesmente que este composto químico é uma droga proibida. Tal como a nicotina ou a cocaína, ela age nos centros de satisfação do organismo e dá a impressão de que a pessoa está feliz, saciada, sem cansaço e sem fome.
Os efeitos colaterais? Segundo a Organização Mundial da Saúde, a efedrina causa agitação, taquicardia, vasoconstricção, náusea, insônia, insuficiência renal, edema pulmonar e… perda excessiva de peso. Ou seja, o remédio mágico que Mark Hudgens vendia para emagrecer, fazia você perder peso de verdade pois, durante o processo, matava você aos poucos.
Uau! Emagrece mesmo!
A proibição da fórmula secreta foi um baque que afetou todo mundo da Herbalife: fornecedores, vendedores, consultores, clientes. De uma hora pra outra, a moeda de troca da pirâmide multinível havia desaparecido.
Foi daí então que Hudgens, pouco antes de morrer, teve a grandessíssima idéia: Ele lançou um milkshake meia boca que não funcionava de maneira nenhuma e repassou para seus fornecedores. Estes por sua vez repassaram para consultores, que repassavam para os clientes e assim em diante. O shake, como eu disse, não fazia ninguém emagrecer. Mas ter uma moeda de troca pra fazer a pirâmide girar, fez a cadeia continuar funcionando, mesmo que os clientes ficassem insatisfeitos com o não-emagrecimento que essa fórmula nova promovia.
Quando os fornecedores ficaram sem clientes, eles partiram para uma estratégia mais agressiva e arriscada. Ao invés de vender para consumidores finais, que uma ou outra iria mandar o milkshake às favas, eles começaram a repassar para novos “consultores” com promessas de riqueza infinita e vida fácil.
A idéia era era ganhar dinheiro vendendo para as pessoas o sonho de ganhar dinheiro, usando um milkshake meia boca como moeda de troca.
E assim meus caros, Mark Hudgens, direto do seu caixão, deu origem ao fantástico e incrível mercado furado do Marketing Multinível. Uma revolução economicamente falha, que apenas funciona por que ainda tem gente idiota que se deixa enrolar por promessas de dinheiro fácil e pouco serviço.

Desconstruindo o Mito

Responda rápido: o que as marcas Avon, Natura, Amway, Tupperware, Jequiti, MegaBônus ou Jafra tem em comum? Pode não parecer, mas todas funcionam através do marketing multinível.
Te parece familiar?
Mas calma calma calma. Antes de você chacoalhar sua revistinha da Avon para o seu computador gritando “blasfêmia!”, eu quero deixar uma coisa bem clara: a economia do marketing multinível apenas é furada se a empresa que mantém a “pirâmide” não tenha produtos que desperte o interesse dos mesmos consumidores.
Ou seja, empresas como a Avon, Natura, Jequiti ou outras de cosméticos DECENTES possuem uma economia um tanto quando sólidas, pois sempre possuem produtos novos para os clientes gastarem dinheiro.
Dentro do universo psicodélico dos Gerentes Regionais, Supervisores Locais, Consultores e vendedores, todo mundo ganha sua parcela quando um cliente compra, por exemplo, aquele xampu de óleo de sibito silvestre que lançaram recentemente.
Pobre animal
O problema é quando a empresa que mantém a pirâmide não lança produtos novos e vendáveis ou possui uma linha de produtos de uso único como a Fábrica dos Milionários. Como eu disse lá na reportagem inicial, “quantas vezes uma mesma pessoa pode comprar o mesmo livro sobre como ganhar dinheiro”?
Tal como a Herbalife, se a empresa da qual você é consultor possui um produto furado, sua única forma de ganhar dinheiro vai ser convencendo outras pessoas a ser tornarem consultor da empresa. Elas por suas vez vão vender o produto furado comprado de você e vão ter que se virar por conta própria para encontrar clientes novos ou pessoas trouxas querendo ser consultores também.
Não vou entrar novamente na matemática aqui, mas na reportagem originaleu expliquei exaustivamente o problema de  como a “o número finito de pessoas no planeta” interfere na economia de uma empresa. Vai chegar uma hora, amigo, que vai faltar gente na sua cidade, bairro ou país para se tornar “consultor”. Além do mais, vai ter um bocado de “consultor” chateado batendo sua porta perguntando como diabo eles vão ficar ricos se ninguém que mais comprar produtos deles.
“Então quer dizer que o Marketing Multinível funciona se a empresa tiver uma boa linha de produtos?”, você me perguntaria. “Depende”, eu iria dizer.
Depende em que lugar da pirâmide você está. Se você chegar numa cidade brasileira com mais de cem mil habitantes que nunca tenha ouvido falar da Avon, meu amigo, você estará instantaneamente rico. Tudo que você precisará são de cinco grandes revendedores que atendam uns vinte vendedores cada e você já pode se aposentar vivendo apenas de “lucro de repasse”. Você é o topo da pirâmide da sua região e o grosso da grana vai pro seu bolso, sem você fazer absolutamente nada.
Agora pergunta pra mim quantas cidades com mais de 100 mil pessoas que nunca ouviram falar da Avon existem no Brasil? Dica: nenhuma. Baseada na afirmação do próprio site da Avon de que eles possuem mais de 5 milhões de revendedores autônomos, a probabilidade é que o único lugar do Brasil que nunca tenha ouvido falar de Avon seja o distrito rural de Mutum Dentro, no Piauí com seus 56 habitantes.
“Vai um perfuminho aí, minha senhora?”
Aí meu filho, é que a coisa complica. Como boa parte das empresas de marketing multinível  (leia-se: todas), na hora que você começar a ouvir falar dela é o momento em que o mercado já está supersaturado de revendedores e a mercadoria tem que rodar de alguma maneira.
Você só vai entrar no fundo da pirâmide  e como revendedor final. Essa história de que você vai ganhar rios de dinheiros sem fazer nenhum esforço vai se mostrar furada rapidinho. Você vai ter que ralar horrores com sua revistinha de porta em porta pra ganhar um extrinha que ajudará na feira do final do mês.
E isso serve para os produtos de beleza da Avon, da Natura, da Jequiti, dos recipientes plásticos da Tupperware e do milkshake que não emagrece da Herbalife. A notícia só vai chegar até você quando todo mundo já estiver sabendo e ganhando dinheiro em cima.
Ou melhor, tentando ganhar.
Resumindo tudo: meio mundo de gente fala que Marketing Multinível é a revolução da economia e da hierarquia trabalhista. O problema é que esse negócio de uma cara trabalhando pouco e ganhando muito enquanto uma maioria rala pra receber uma mixaria, parece ser bem comum não acham?
Carrinho meia boca pra quem quer me vender o segredo da riqueza infinita!
Texto cedido por NURVUS

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cultura de Porto Alegre


Porto Alegre é a sexta porta de entrada de visitantes estrangeiros no país. Entre os principais pontos turísticos da cidade estão a estátua do Laçador (na entrada da cidade) e a Usina do Gasômetro. O pôr-do-sol do Guaíba também é outro ponto de destaque turístico de Porto Alegre.


Pôr do Sol do lago Guaíba.
Os parques mais freqüentados são o Parque Moinhos de Vento, o Parque Farroupilha (da Redenção) e o Parque Marinha do Brasil.
Estão em construção, atualmente, em Porto Alegre, novos centros de cultura, como o Multipalco, anexo ao Teatro São Pedro, que será um dos maiores complexos culturais do Brasil. Ainda estão em construção ou por iniciar, o novo Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, o Centro Cultural da Caixa Econômica Federal e a Cinemateca Capitólio. Todos esses empreendimentos em andamento, somados aos já existentes, consolidam Porto Alegre como o terceiro pólo cultural do país.
Atualmente a prefeitura de Porto Alegre vem investindo na Linha Turismo: uma linha de ônibus especial que tem como itinerário os principais pontos turísticos da cidade. Em funcionamento desde janeiro de 2003, já teve mais de 180 mil visitantes. O ônibus da linha possui dois andares, sendo o superior aberto. O passeio dura cerca de 80 minutos, tem 28 km de extensão e conta com guia especializado e sistema de áudio em três línguas, o português, inglês e espanhol. Maiores informações podem ser encontradas na página da Linha Turismo.
Porto Alegre também pode ser apreciada do lago Guaíba, através de passeios nos barcos Cisne Branco, Noiva do Caí e outros. Saindo de diferentes lugares e com diferentes trajetos, os barcos oferecem uma vista pouco usual da cidade.
Sendo um dos principais centros de negócios do Mercosul, Porto Alegre atrai eventos e congressos, trazendo à cidade milhares de turistas. Possui dezenas de centros de convenções, destacando-se o da Federação das Indústrias do Estado (FIERGS), localizado na zona norte, e que possui um teatro e modernas instalações para convenções e exposições; o Centro de Eventos da PUC; e o Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael.
A rede hoteleira portoalegrense é de boa qualidade  e, nos últimos anos, novos hotéis de importantes cadeias nacionais e internacionais têm se instalado na cidade.


Esportes

A cidade se destaca em diversos esportes como o futebolginástica olímpicanataçãobasquete,tênisjudôfaustebolesportes à velacorrida, entre outros.
futebol é uma grande paixão dos porto-alegrenses. Há uma grande rivalidade entre dois times de futebol em especial, que são o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, fundado em 1903 e o Sport Club Internacional, fundado em 1909. Geralmente o Campeonato Gaúcho de Futebol é vencido por um desses dois times. O confronto entre as duas equipes é conhecido como clássico Grenal.
Na ginástica olímpica, destaca-se Daiane dos Santos, a mais famosa ginasta do Brasil. A ex-atleta do Grêmio Náutico União, foi a primeirabrasileira a conquistar a medalha de ouro nos mundiais.
No judôJoão Derly, atleta da SOGIPA, tornou-se celebridade quando se tornou o primeiro atleta brasileiro da modalidade a conquistar uma medalha de ouro em um campeonato mundial da categoria principal (sênior). Além disso, Tiago Camilo e Mayra Aguiar, ambos judocas, também treinam no clube porto-alegrense. Em 2007, João Derly e Tiago Camilo foram campeões mundiais e, com isso, o clube de Porto Alegre tornou-se a única agremiação brasileira tricampeã do mundo.
Anualmente ocorre a Maratona Internacional de Porto Alegre, a maior e mais tradicional prova do segmento no Rio Grande do Sul.

Cinemas

Porto Alegre é uma cidade muito bem servida de cinemas, considerando o número de salas por habitante, apesar de os grandes cinemas de rua de Porto Alegre terem quase todos desaparecido. A cidade conta, atualmente, com 71 salas de cinema, localizadas principalmente emshopping centers, com destaque ao Bourbon Shopping CountryBarraShopping Sul e ao Bourbon Shopping Ipiranga, com oito salas cada um. No mês de dezembro/2008, a cidade ganhou 6 novas salas, no Shopping Center Iguatemi, pertencentes a rede GNC. Com esta inauguração, houve a consolidação da cidade como 3ª melhor servida em salas de cinema por habitante (atrás apenas de Vitória, ES eFlorianópolis, SC).

Museus

Música

Música popular
Muitas bandas de Porto Alegre já tiveram grande projeção nacional, como Engenheiros do HawaiiCachorro GrandeFresnoNenhum de NósOs Replicantes e Papas da Língua, entre outras.
Destaques individuais porto-alegrenses na música popular são Adriana CalcanhotoElis ReginaLupicínio Rodrigues e Renato Borghetti, entre outros.
Música erudita
Existe na cidade um bom público para a música erudita, apreciador de vários gêneros e estilos, e que possibilita a existência na cidade de duas orquestras sinfônicas com coros sinfônicos associados - a OSPA, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, e a Orquestra da PUC - além de uma orquestra de câmara estável, a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, e diversos outros grupos vocais e instrumentais e músicos solistas. Dentre esses se destacou o Conjunto de Câmara de Porto Alegre, dedicado à música medieval, de atuação marcante mas infelizmente há pouco dissolvido; mas o camerismo se mantém em alto nível através de outros grupos, como o Trio de Madeiras de Porto Alegre e o vanguardista Faskner. Solistas como Olinda AlessandriniAugusto MaurerLuciane Cuervo e Cristina Caparelli, e as cantorasLúcia Passos e Ângela Diehl são também justamente apreciados pela comunidade em aparições freqüentes.
A continuidade da vida musical erudita em Porto Alegre é garantida ainda pela atividade da Escola de Música do Instituto de Artes da UFRGS, da Escola de Música da OSPA, de diversos conservatórios e escolas privados e inúmeros professores independentes de mérito, sem contar os estabelecimentos de ensino particular que oferecem aulas de iniciação musical. Especialmente a Escola de Música da UFRGS, com seus cursos de graduação e pós-graduação, tem sido historicamente um dos mais importantes centros de formação de instrumentistas e compositores que atuaram na cidade e mesmo desenvolveram carreiras internacionais. Ali ensinaram ou ensinam, ou passaram por suas classes músicos importantes como Esther ScliarHubertus HofmannRadamés GnatalliCelso Loureiro ChavesBruno KieferArmando Albuquerque e Tasso Corrêa. Junto à PUC é notável a atuação do maestro e compositor Frederico Gerling Junior.
O mercado fonográfico começa a dar atenção ao movimento erudito local, incluindo a composição contemporânea, e há pelo menos uma gravadora  sediada em Porto Alegre com apreciável catálogo de intérpretes e compositores locais, com repertório antigo e contemporâneo. Há um programa variado de concertos em diversos teatros e centros culturais da capital, apresentações de óperas e bailados não são raras, e concertos sinfônicos em logradouros públicos atraem considerável assistência. Pelo Theatro São Pedro já passaram nomes como Arthur RubinsteinMagda TagliaferroHeitor Villa Lobos e Bidu Sayão, com a OSPA já atuaram estrelas comoFriedrich GuldaPierre FournierKurt RedelMontserrat CaballéLuciano Pavarotti e Nelson Freire, e orquestras estrangeiras já incluem a cidade em suas excursões.

Teatros e auditórios


Centros culturais

Arquitetura

Palácio Piratini
A cidade de Porto Alegre é um grande museu arquitetônico a céu aberto, onde encontramos exemplares dos diferentes estilos em voga dos últimos dois séculos, concentrados principalmente no centro da cidade. Pelas ruas centrais podem ser vistos prédios históricos como a Catedral Metropolitana de Porto Alegre, a Cúria Metropolitana de Porto Alegre, o Palácio Piratini e o Theatro São Pedro, dividindo espaço com a arquitetura moderna do Palácio Farroupilha, onde funciona aAssembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
A influência da arquitetura alemã é muito expressiva na cidade, e pode ser constatada nas obras de José Lutzenberger, que imigrou para o Rio Grande do Sul em 1920, e é o autor dos projetos dos prédios do Instituto Pão dos Pobres, da Igreja São José e do Palácio do Comércio; e de Theodor Wiederspahn, que imigrou em1908, e foi o responsável pelo prédio da Delegacia Fiscal (atual MARGS), dos Correios e Telégrafos (atual Memorial do Rio Grande do Sul), do Banco da Província (atual Santander Cultural), do Hotel Majestic (atual Casa de Cultura Mario Quintana), do Edifício Chaves, do Cine Guarany, da antiga Cervejaria Bopp (depois, Cervejaria Brahma), da Central Telefônica Ganzo, do Edifício Ely (atual Tumelero), da Faculdade de Medicina da UFRGS, do Bier e Ulmann, do Moinho Chaves e do Hospital Moinhos de Vento, entre e outros, todos localizados na zona central.

Monumentos

Estátua do Laçador, símbolo da capital gaúcha


Prédios históricos





Clubes

A cidade conta com muitos clubes ricos em áreas para prática de esportes de competição, além da atividade social. Os mais conhecidos, entre outros, são:

Restaurantes

Com uma rede de restaurantes de ótima qualidade, Porto Alegre oferece opções para todos os gostos e estilos: culinária alemãárabe,brasileirachinesaespanholafrancesaindianaitalianajaponesamexicanapolonesaportuguesatailandesa e vegetariana, entre outras, além da culinária típica gaúcha.

Casas noturnas

Entre as diversas casas noturnas de Porto Alegre, destacam-se a microcervejaria Dado Bier (localizada no interior do shopping Bourbon Country), o Opinião (casa de shows e espetáculos), o Manara (tradicional casa freqüentada por universitários), o Strike 410 (casa que conta como diferencial suas pistas de boliche) e o Dublin Irish Pub (pub típico irlandês localizado na "Calçada da Fama" com música ao vivo e às vezes presença de famosos que vão à Porto Alegre), entre outros mais alternativos como a NEO, o Cabaret do Beco, o Porão do Beco (ambos situados na Avenida Independência) e o histórico e consagrado Ocidente.

Eventos

Porto Alegre possui uma série de eventos e atividades culturais. Além da programação tradicional, há grandes eventos que marcam a passagem do tempo com um calendário peculiar.
No verão, Porto Alegre oferece anualmente para seus habitantes o Porto Verão Alegre, um circuito de peças teatrais, dança, artes plásticas e música.
Festa de Navegantes em Porto Alegre, que acontece no dia 2 de fevereiro, é a maior festa religiosa, e homenageia Nossa Senhora dos Navegantes, a padroeira da cidade.
No início de abril ocorre o Fórum da Liberdade, organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). É um dos maiores eventos de debate de idéias das Américas.
Em maio já ocorreu por duas vezes a Globaltech, a maior feira de ciências e tecnologia da América Latina. Lá se encontram as maiores universidades do estado e do país para discutir sobre o futuro.
Geralmente no 1º semestre ocorre o Fórum Internacional de Software Livre, um dos maiores eventos do mundo sobre software livre. O FISL reúne palestras, debates e os melhores profissionais da área.
Em setembro, ocorre na Estância da Harmonia, localizada no Parque Maurício Sirotski Sobrinho, o Acampamento Farroupilha, onde centenas de piquetes montam suas barracas e fazem os seus churrascos, para festejar a Revolução Farroupilha. Na área cultural, esse mês é marcado pelo Porto Alegre em Cena, festival de grandes proporções que reúne apresentações de teatro, dança e música de artistas e grupos convidados de todo o mundo.
Em outubro ocorre a Feira do Livro, a maior feira de livros a céu aberto da América.[3][4] A primeira edição da Feira foi em 1955, a primeira do Brasil. Estima-se que quase dois milhões de pessoas visitem a Feira.
A cada dois anos, em geral no período que compreende outubro a dezembro, Porto Alegre sedia a Bienal do Mercosul, evento artístico-cultural de grande porte e de grande atração turística.
Também ocorre na cidade a "Corrida para Vencer o Diabetes", promovida pelo Instituto da Criança com Diabetes. Trata-se de uma corrida solidária na qual se arrecadam fundos para o instituto, que promove tratamento e assistência a crianças e adolescentes com diabetes.

Eventos já realizados na cidade

Porto Alegre já realizou alguns eventos de repercussão mundial. A Copa do Mundo de Futebol de 1950, teve dois jogos realizados no Estádio dos Eucaliptos, do Internacional. Porto Alegre também foi sede da Universíada de Verão de 1963. Os jogos que ocorrem a cada dois anos tiveram como local de abertura e encerramento o estádio Olímpico. Nos verões de 2001, 2002, 2003 e 2005 a cidade foi sede do Fórum Social Mundial, reunindo em cada uma das duas últimas edições mais de 100 mil pessoas de mais de 100 países para discussões, debates e mobilização. Durante a última edição foi produzida a Consenso de Porto Alegre, onde os intelectuais de esquerda que comporam boa parte do evento entraram num consenso quanto a medidas globais a serem tomadas urgentemente.

Fonte: Winkipédia