O
Petróleo é um composto de hidrocarbonetos em seus três estados. Contém também
pequenas quantidades de compostos de enxofre, oxigênio, nitrogênio.
· Origem: restos de matéria orgânica, bactérias, produtos nitrogenados e sulfurados
no petróleo indicam que ele é o resultado de uma transformação da matéria
orgânica acumulada no fundo dos oceanos e mares durante milhões de anos, sob
pressão das camadas sedimentares que foram se depositando e formando rochas
sedimentares.
· Jazidas: O petróleo é encontrado na natureza não como uma espécie de rio
subterrâneo u camada líquida entre rochas sólidas. Ele ocorre sempre
impregnando rochas sedimentares, como os arenitos. Como essas rochas são
permeáveis, o óleo “migra” através delas pelo interior da crosta terrestre. Se
for detido pôr rochas impermeáveis, acumula-se, formando então as jazidas. Das
jazidas conhecidas, as mais importantes estão no Oriente Médio, Rússia e
repúblicas do Cáucaso, Estados Unidos, América Central e na região setentrional
da América do Sul.
· História: Na antigüidade, era usado para fins medicinais ou para lubrificação e
era conhecido com os nomes de óleo de pedra, óleo mineral e óleo de nafta.
Atribuíam-se ao petróleo propriedades laxantes, cicatrizantes e anti-sépticas.
Era considerado eficaz também no tratamento da surdez e na cura de tosse, bronquite,
congestão pulmonar, gota, reumatismo e mau-olhado. Das pirâmides do Egito à
Arca de Noé, são muitas as referências à presença do petróleo na vida dos povos
da antigüidade. Sacerdotes hebreus, por exemplo, usavam o petróleo nos
sacrifícios, para acender fogueiras nos altares, e as chamas que irrompiam eram
consideradas manifestações divinas. Conta a Bíblia que Deus, desgostoso com a
raça que criara, ordenou a Noé a construção de uma arca e sua calafetação com
betume, antes de inundar o mundo com o dilúvio. E o termo betume representava,
possivelmente, resíduo de petróleo obtido na superfície. O betume, uma forma
pastosa de petróleo encontrada a céu aberto, teria sido o cimento aplicado na
construção da Torre de Babel, nas Pirâmides do Egito, no templo de Salomão ou
nos famosos Jardins Suspensos de
Nabucodonosor. Milênios antes de Cristo, o petróleo, já era um valorizado
produto comercial, usado também para embalsamar corpos, iluminar,
impermeabilizar moradias e palácios, pavimentar estradas ou construir
embarcações. Para Gregos e Romanos, a principal aplicação era bélica: lanças
incendiárias embebidas em betume eram uma de suas armas mais eficazes.
Ao longo de vários séculos, o
petróleo foi recolhido na superfície. A
primeira mineração só aconteceu em 1742,
na Alsácia
( limite da França com a Alemanha ). Em Baku,
capital do Azerbaijão, na ex-União Soviética, no início do século XIX, os
russos cavavam com a mão os primeiros poços, que atingiam profundidades de até
30 metros. Os métodos eram bastante primitivos, mas mesmo assim a utilização do
petróleo ampliava-se. Passou a ser usado como medicamento, curando cálculos
renais, escorbuto, cãibras e gota, além de tônico para o coração e remédio
contra reumatismo.
Só na Segunda metade do século
passado os métodos primitivos, de pouquíssimo rendimento, deram lugar à ousada
idéia de perfurar poços mais profundos. Foi um ex-maquinista de trem, o
americano Edwin drake, quem passou à História como autor da façanha. Perfurado
em 1859 na Pensilvânia, Estados unidos, o poço aberto pôr Drake com um
equipamento que funcionava como um bate-estaca, pelo sistema de percussão,
produziu 19 barris pôr dia, encorajando muitas outras tentativas.
Cinco anos depois da descoberta de
drake, funcionavam nos Estados unidos 543 companhias dedicadas ao novo ramo de
atividade. O petróleo passou então a ser utilizado em larga escala,
substituindo os combustíveis disponíveis, principalmente o carvão, na
indústria, e os óleos de rício e de baleia, na iluminação. Com a invenção dos
motores a explosão, no final do século, começou-se a empregar frações até então
desprezadas do petróleo, e suas aplicações multiplicaram-se rapidamente. No
final do século XIX, dez países já extraiam petróleo de seus subsolos.
· Extração: Nos dias de hoje a extração do petróleo varia de acordo com a
quantidade de gás acumulado na jazida.
Se a quantidade de gás for grande o
suficiente, sua pressão pode expulsar pôr si mesma o óleo, bastando uma tubulação
que comunique o poço com o exterior. Se a pressão for fraca ou
nula, será preciso ajuda de bombas de extração.
· O Refino: O
petróleo bruto, tal como sai do poço, não tem aplicação direta. Para
utilizá-lo, é preciso fracioná-lo em seus diversos componentes, processo que é
chamado de refino ou destilação fracionada. Para isso aproveitam-se os
diferentes pontos de ebulição das substâncias que compõem o óleo, separando-as
para que sejam convertidas em produtos finais.
Subprodutos mais importantes :
O gás, uma das frações mais importantes obtidas na destilação, é composto das
subst6ancias com ponto de ebulição entre 165 0C e 30 0C,
como o metano, o etano, o propano e o butano. O éter de petróleo tem ponto de
ebulição entre 30 0C e 90 0C e é formados pôr cadeias de
cinco a sete carbonos. A gasolina, um dos subprodutos mais conhecidos, tem
ponto de ebulição entre 30 0C e 200 0C, é formada de uma
mistura de hidrocarbonetos que possuem de cinco a 12 átomos de carbono. Para
obter querosene, o ponto de ebulição fica entre 175 0C e 275 0C.
Íleos mais pesados, com cadeias carbonadas de 15 a 18 carbonos, apresentam uma
temperatura de ebulição entre 175 0C e 400 0C. As ceras,
sólidas na temperatura ambiente, entram em ebulição em torno de 350 0C.
no final do processo, resta o alcatrão, o resíduo sólido.
O processo de refino: O
processo começa pela dessalinização do petróleo bruto em que são eliminados os
sais minerais. Depois, o óleo é aquecido
a 320 0C em fornos de fogo
direto e passa para as unidades
de fracionamento, onde podem ocorrer até três etapas diferentes. A etapa
principal é realizada na coluna atmosférica: o petróleo aquecido é introduzido
na parte inferior da coluna junto com vapor de água para facilitar a
destilação. Desta coluna surgem as frações ou extrações laterais, que ainda
terão de ser transformadas (5) para obter os produtos finais desejados.
Começava
assim um grande negócio e mais um capítulo da história daquela que se tornaria
a principal matéria prima do século XX, capaz de transformar as relações
econômicas do mundo, dando impulso à industrialização e ao progresso
tecnológico, diminuindo distâncias e aumentando o conforto das pessoas. O
petróleo é um elemento básico para a moderna sociedade industrial. Além de
fornecer o combustível usado em usinas termelétricas, constituindo portanto uma
fonte de energia elétrica, com ele se fabricam vários combustíveis (gasolina,
querosene, óleo) usados na indústria e nos veículos automotores. Além disso,
constitui matéria prima importante para inúmeros tipos de indústrias químicas,
como a de plásticos, de asfalto, de borracha sintética centenas de produtos
químicos e farmacêuticos, e várias outras
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Os Maiores Produtores Mundiais
De Petróleo ( 1989 )
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PAÍS
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Produção Anual
( Milhares de toneladas )
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Ex.- União Soviética
Estados unidos
Arábia Saudita ( * )
México ( * )
China ( * )
Irã ( * )
Iraque ( * )
Venezuela ( * )
Canadá
Nigéria ( * )
Emirados Árabes Unidos ( *
)
Kuwait ( * )
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625 000
460 000
225 000
145 000
135 000
120 000
105 000
100 000
88 000
80 000
60 000
56 000
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Fonte: Tabela elaborada a
partir do Monthy Bulletin of
Statistics, da ONU, março de 1991.
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Nota: Os Estados Unidos, além de segundo produtor
mundial, são o principal país importador de petróleo, sendo assim o maior
consumidor. Os países indicados pôr ( * ) são os grandes exportadores
mundiais desse produto. Alguns países como a China e o México aumentaram
recentemente a sua produção, pois até 1980 não figuravam entre os maiores
produtores mundiais. Já o Irã e o Iraque, devido que mantiveram de 1980 até 1988, produzem na atualidade
bem menos petróleo que na década de 70. A produção de petróleo especialmente
no Oriente Médio, região onde se encontram as maiores reservas , é instável e
dependente da situação política
internacional. Em agosto de 1990, pôr exemplo, o Iraque invadiu o Kuwait.
Nesse ano e anos seguintes, a produção de ambos os países diminuiu, em razão
do cerco econômico liberado pelos Estados Unidos e da destruição de algumas
instalações petrolíferas. Deve-se ressaltar ainda que até 1991 existia a URSS
e as estatísticas mundiais não separavam a produção pelas ex-repúblicas
(Rússia, Kasaquistão, Ucrânia, etc.).
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Para Ter uma idéia melhor do que o petróleo representa para a nossa
época, pensemos no seguinte: acordamos de manhã, tomamos banho sob um chaveiro
elétrico ( que normalmente é de plástico, derivado do petróleo ), vestimos a
roupa ( alguns tecidos, como o náilon, são feitos a partir do petróleo )
calçamos os sapatos ( seguramente as solas tiveram petróleo como matéria-prima
) e vamos tomar café ( talvez as xícaras sejam de plástico, ou a manteigueira);
saímos à rua e olhamos passas os carros ( movidos a gasolina, com dezenas de
componentes fabricados a partir do petróleo ); resolvemos ouvir um pouco de
música e escolhemos um disco ( que não pode ser feito sem o petróleo ) e o
colocamos na aparelhagem de som ( na qual há muito plástico ).
Pôr esses exemplos, podemos
perceber como estamos mergulhados numa
“civilização do petróleo como esse recurso natural é importante atualmente.
Na realidade, a sociedade industrial
foi construída com base na abundância e nos baixos preços do petróleo. Quando
se começou a perceber que ele não é
inesgotável e quando seus preços começaram a subir ( a partir de 1973 ),
configurou-se a famosa crise do petróleo ou crise energética.
Quanto ao total das reservas mundiais
conhecidas, há diferentes dados, fornecidos pôr organizações diversas. De
acordo com alguns desses dados, o petróleo existente em nosso planeta seria
suficiente apenas para os próximos trinta anos; segundo outros, mesmo deixando
de lado a possibilidade de encontrar novas reservas, as atualmente conhecidas
dariam para mais de cinqüenta anos de consumo. Em todo caso, uma coisa é certa:
o petróleo é uma riqueza natural que existe em quantidades limitadas e que um
dia se esgotará, seja daqui a vinte, quarenta ou sessenta anos. É necessário, portanto,
pesquisar novas fontes de energia e novos substitutos para o petróleo como
matéria-prima.







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